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Cruz Vermelha alerta em Pequim para "linha vermelha moral" nas armas autónomas
Lauber interveio numa sessão plenária do Fórum Xiangshan, principal encontro de diplomacia militar organizado pela China, sobre os riscos e desafios para a segurança na Ásia-Pacífico, na qual pediu para “preservar o julgamento humano” sobre o uso da força à medida que os sistemas de armas se tornam cada vez mais autónomos.
O representante do CICV recordou que a presidente da organização e o secretário-geral das Nações Unidas renovaram, no mês passado, o apelo à adoção de normas internacionais sobre sistemas de armas autónomas e defendeu um “instrumento juridicamente vinculativo”, com proibições e restrições claras.
Lauber alertou ainda que a disponibilidade de drones de baixo custo está a mudar a forma como as hostilidades são conduzidas e a esbater as linhas da frente, embora tenha recordado que qualquer arma deve ser utilizada em conformidade com o direito internacional humanitário.
O responsável do CICV manifestou também preocupação com a proliferação de conflitos armados, a crescente normalização da guerra e a deterioração do respeito pelas regras destinadas a limitar os seus efeitos sobre civis, feridos e detidos.
Neste sentido, mencionou conflitos como os de Gaza, Iémen, Líbano, Myanmar (antiga Birmânia), Ucrânia, Sudão, Afeganistão e Síria, e defendeu que o sofrimento dos civis não deve ser encarado como uma consequência inevitável da guerra.
