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Alunos levam “abraços e palavras” à rua em Setúbal para promover empatia e refletir sobre o impacto da linguagem
Setúbal recebe a 12 de maio um conjunto de iniciativas integradas no projeto “Palavras que Ferem”, desenvolvido pelos alunos do 11.º ano de Artes da Escola Secundária Sebastião da Gama, num percurso de criação artística, investigação e reflexão sobre o impacto das palavras nas emoções, na autoestima e nas relações humanas.
O momento central acontece às 16h00, na Praça do Bocage, com a performance participativa “Efeito Borboleta”, uma ação aberta à comunidade que convida os participantes a envolverem-se num gesto simples, mas profundamente significativo: oferecer um abraço e partilhar palavras positivas.
“Mais do que uma performance artística” esta iniciativa pretende transformar “o espaço público num lugar de encontro, escuta e empatia, incentivando a reflexão sobre a importância da linguagem na construção de relações mais conscientes, saudáveis e humanas”, refere a organização do evento.
Ao longo de dois anos letivos, o projeto “Palavras que Ferem” desenvolveu instalações artísticas na escola e no MAPS, dinâmicas em contexto de sala de aula e momentos de debate em torno de temas como o bullying, o autoconhecimento, a empatia e a comunicação não violenta.
Deste processo nasceu também o estudo “Entre o Dizer e o Sentir: a Influência das Palavras nas Emoções”, da investigadora Salomé Raposo, especialista em Línguas e Literaturas Modernas – Estudos Portugueses, que será apresentado às 15h30, no auditório da escola.
O dia culmina com a inauguração de uma instalação artística imersiva na Casa da Cultura, `as 17h00, convidando toda a comunidade a refletir sobre o poder das palavras enquanto ferramentas de cuidado, transformação e construção social.
Com direção artística de Paula Moita, o projeto reúne uma equipa multidisciplinar constituída por Joana Bento, psicóloga clínica e da saúde; Ricardo Mondim, artista plástico; Salomé Raposo especialista em Línguas e Literaturas Modernas – Estudos Portugueses; e pelos professores Fátima Afonso e João Azevedo, que contribuíram para o desenvolvimento de uma instalação acessível também a alunos cegos ou com baixa visão.
O projeto é promovido pela associação Dar Cor à Vida, com o apoio do Agrupamento de Escolas Sebastião da Gama e do Município de Setúbal.


